Resumo:

O Brasil registrou, entre 1960 e 2002, um aumento de 500% no número de pessoas idosas e as projeções demográficas para 2010 são de 32 milhões de idosos, colocando o Brasil entre os primeiros do ranking mundial dos países com maior número de idosos, dando lugar a um novo protagonista social. Observa-se que o crescimento demográfico acelerado esta pautado numa sociedade onde o sistema de lógica capitalista, quase sempre desvaloriza, subestima e exclui os seus idosos. A definição de idoso, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), se dá pelo critério cronológico no qual pessoas com idade acima de 60 anos são agrupadas sob categorias de idosas nos países em desenvolvimento.

A maneira como a sociedade entende a velhice e lida com o idoso é de alguma forma o resultado de representações construídas ao longo do tempo. É dessa forma que o idoso aceita a si próprio e o seu processo de envelhecimento, conforme aquilo que é simbolizado no seu contexto sociocultural. Apesar de todas as conquistas que o segmento idoso vem atingindo nos últimos anos, através de sua representatividade e das concepções de envelhecimento ativo, alguns pontos ainda precisam avançar. Precisamos rever os estereótipos, preconceitos e atitudes que levam a sociedade à imagem de velhice negativa. Não podemos esquecer que somos seres sociais e, portanto, precisamos e vivemos com várias gerações em família ou na sociedade. Se as estatísticas mostram o idoso como um novo protagonista social, precisamos nos preparar para isso.

 

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